segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ai caramba..e agora?

Sabe aqueles dias que você acorda com o humor insuportável, com olheiras profundas de uma noite de insônia e com três dias de TPM que parecem uma eternidade? Ainda por cima enfrenta o maior sol de verão enquanto espera o ônibus e a única esperança de revisar o assunto da prova é um lugar vazio? Pois bem, você pega o ônibus lotado com pessoas que não pedem para segurar seus livros, leva empurrões de senhoras que tiveram uns dias piores que os seus e ainda encontra um chato que puxa conversa sem parar. Com certeza, você pensa: "ai caramba...e agora?" A essa altura do campeonato seu principal objetivo é se ver livre do chato que fala, fala e fala sem dar stop. Arrisca um "aham, uhum, é mesmo" em horas erradas só para ele se tocar que você não tá nem aí para o papo furado dele. Se ele continua com o blah blah blah você vira a cabeça, solta o ar da respiração alto, olha sem direção pra qualquer lugar e balança as pernas em sinal de impaciência. Mas o cara é brasileiro e não desiste nunca. Então você tenta andar mais pro fundo do ônibus mais lotado ainda rezando a todos os santos e arcanjos para que ele fique impossibilitado de ir atrás de você. Inútil. O cara grudou feito carrapato e você é uma pessoa super educada que detesta cometer grosserias. Como ser uma lady numa hora dessas? Olha o relógio para demonstrar que tempo é ouro, corta algumas partes da conversa do cara com risadinhas irônicas, levanta as sombrancelhas mas nada feito, ele continua a falar. "Que saco! Parece que engoliu um louro." Você ainda precisa encontrar a solução: se livrar do chato agora. Questão de vida ou morte. Cantar seria uma das alternativas? Não. O ônibus está lotado e achariam você louca. Falar mais que ele também não, pois você já está querendo se livrar dele, dando corda isso nunca aconteceria. Você pensa, pensa e nada parece a coisa precisa a ser feita. Então, como uma luz que surge em meio a escuridão você finge que está passando mal. Começa passando a mão na cabeça levemente. Fecha os olhos, respira calmamente e espera ele perguntar alguma coisa. As gotas de suor ficam por conta do calor que está fazendo dentro do ônibus. O chato pergunta se você está bem e você diz que está se sentindo mal. Diz que está com pontadas na parte superior dos olhos e confessa que não dormiu bem nas últimas noites. Começa a se inclinar para frente e para trás, o que não é difícil devido a circulação das pessoas na sua lateral e na posição dianteira. O chato começa a se preocupar de verdade, afinal, tem uma pessoa passando mal perto dele. Ele começa a balançar as mãos e a soprar no seu rosto para que você possa respirar melhor. Algumas pessoas começam a notar um movimento estranho e se oferecem para ajudar. Uma delas se levanta deixando livre um lugar para a "moça que vai desmaiar". Você senta e logo é cercada, cuidadosamente, por algumas pessoas "entendidas" de primeiros socorros. O chato, sem espaço para se locomover, é deixado para trás. Enfim, você conseguiu se livrar do chato e, de quebra, ainda conseguiu uma cadeira para sentar.
Se isso funciona? Garanto que com esse chato em especial funcionou. Com os que ainda virão, o segredo é observar as armas que estão ao seu alcance e deixar a mente criativa voar longe. O que você tem a perder? Nada! O que você vai ganhar? Uma dor de cabeça enorme, stress, dores lombares de tanto tentar se esquivar da conversa furada e mais outras coisas que só uma companhia indesejável pode oferecer.

Qual seu personagem feminino?






Algumas mulheres assistem filmes de romance e acabam reconheendo parte de sua história na pele de alguma personagem feminina. Pode acontecer até de algumas delas se verem na própria personagem ou mesmo reconhecer alguém em uma delas. Então vamos lá, qual seu personagem feminino? Se você conhece alguém ou se acha uma moça super simpática, mimada e decidida então está no clube de Scarlett O' Hara, que mesmo depois de levar um "fora" de seu amado Ashley, casa-se com outro pretendente apenas para causar ciúmes ao rapaz. Resumo da história: acaba apaixonada por Rett, seu marido, a quem deu vários "tocos" antes de dar o famoso "sim" no altar. Apesar de passar por várias situações conflitantes (crise financeira, guerra civil, perda da filha), ela continua seguindo em frente e sempre resolvendo todos os problemas. Seu lema é "amanhã será um novo dia".


O segundo perfil é o de Katie Morosky. Moça inteligente, esforçada e com grandes ideais. Katie é a típica representante das meninas, injustamente intutuladas, "cdfs". Mal notada na universidade, estudante de dia e garçonete pela noite, ela foi capaz de conquistar o cara mais lindo do campus, convencê-lo a trabalhar como escritor, ter uma filha com ele, modificar seu estilo "garoto conquistador" e depois, trocá-lo pelas causas políticas. Pelas causas não, "pelos direitos de todos nós".



Claro que não poderia apenas apresentar personagens femininas representantes de romances que marcaram época. Tem uma personagem que não pode faltar nessa "relação: Eve Harrington. Audácia, dissimulação e falsidade em pessoa. Eve é o tipo de garota disposta a vencer na vida isso custe o que custar. Carinha de anjo, jeitinho desinteressado, muita disciplina e humildade. Foi assim que Eve conseguiu se aproximar das pessoas certas até conseguir tudo o que queria: um palco só seu.






O último perfil é o da moça desajeitada, enrolada e engraçada. Do tipo de pessoa que usa cinta na hora "H" e mostra a beleza feminina na descida do cano dos bombeiros. Chegamos ao perfil Bridget Jones. Faladeira e descolada, Bridget é o tipo que fala sem pensar e age estranhamente quando encurralada. Do tipo "antes mal acompanhada do que só", escolhe sempre "o cara" errado do escritório o lado, mas acaba sempre com "o cara certo" da casa vizinha.

Claro que aqui não estão todas as personagens femininas que vemos na TV e que nos fazem chorar de rir ou rir de chorar, mas são quatro personagens interessantes e que marcaram o cinema. Em grande parte é graças a elas que não cansamos de assistir filmes como "E o vento levou", "Nosso amor de ontem", "A malvada" e "O diário de Bridget Jones".

Afinal, o que seria do cinema se não fosse pelo encanto, personalidade e beleza feminina?!