O muro espinhoso que dividia um coração amargo partiu-se em dois e a estrada, semi-formada, poderá indicar um novo caminho a seguir, onde as entrelinhas do chão seco ainda estão suspensas. O sufocante ar da noite pesa em meus pulmões cansados: respirar é uma alternativa. O velho caminho, que já conheço, parece um universo embassado em cores múltiplas. Meu livre coração carrega marcas do muro espinhoso e sente-se preso pelas dúvidas crescentes: é preciso fazer escolhas. Enteder que não há ganhos sem perdas parece lógico, mas o lobo do medo que há em mim firma suas presas na imensidão dos meus pensamentos. A confusão se espalha, deixando cada parte dos meus nervos em alerta. E agora? Encontrar uma fresta de luz para solucionar a equação inexata em que me encontro pode ser a saída. Distinguir o certo do errado quando o certo parece errado e o errado certo é difícil e a dificuldade causa o êxtase que aciona o lobo enjaulado. Sinto a reação da ação dos meus passos lentos em direção ao não ser. É dolorido não ser. Talvez a chave da porta de ferro não esteja do lado de fora. Talvez as persianas não precisem ser abertas agora. Talvez o lobo precise de mais tempo para se acalmar. Me perco na extensão do talvez. Continuo no caminho em voltas de mim.
Conheça meu amigo, Bolo de Chocolate.
Há 10 anos




Menina, kd as atualizações?!!
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